Vergílio Alberto Vieira - teatro - Parábola do Rei Morto
Autor multifacetado (ensaio, diarística, dramaturgia,
ficção e poesia) Vergílio Alberto Vieira (n.1950) assina esta tragédia em três
actos levada à cena pela Companhia de Teatro de Braga – Editora Rosmaninho,
Apresentação: Rui Madeira, Ilustrações Luiz d´Orey sobre o retrato de Cristóvão
de Moraes em 1571, Foto do autor: Rui Maio Sousa, Grafismo: César Antunes. Não
é novo o tema de D. Sebastião e do Sebastianismo; já vem de Fernando Pessoa, Fr.
Bernardo da Cruz, Bandarra (o sapateiro de Trancoso), Natália Correia e Mário
Cesariny entre outros além da Ópera «Le Pelétier» de Gaetano Donizetti estreada
em 1834. Este livro de 74 páginas oscila «entre a verdade dos factos e a
factualidade das aparências» e envolve todos os componentes do sonho quimérico
do «Desejado» em Alcácer Quibir – glórias, prestígio, grandeza. A figura do
«Impostor» reclama uma fuga sob disfarce de Fez a caminho da Terra Santa e o
regresso a Tânger em 1564 mas o Tribunal condenou-o a morte e mais tarde um dos
carrascos desvenda o rosto do enforcado que é afinal o rei D. Sebastião tal
como se identifica no retrato de autoria de Cristóvão de Moraes em 1571.
Participam na acção da tragédia várias figuras: Preboste, Impostor, Mestre d´El-Rei,
Guardas Reais, Cigana. Arauto, Carrascos, Oficial de Justiça, Meirinho das
Prisões, Frei Maurício e D. Catarina d´Áustria. Uma grande reflexão actual
sobre Portugal e os Portugueses, entre presságios e promessas por cumprir. JCF
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