segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Vergílio Alberto Vieira teatro - Parábola do Rei Morto

 
Vergílio Alberto Vieira - teatro - Parábola do Rei Morto

Autor multifacetado (ensaio, diarística, dramaturgia, ficção e poesia) Vergílio Alberto Vieira (n.1950) assina esta tragédia em três actos levada à cena pela Companhia de Teatro de Braga – Editora Rosmaninho, Apresentação: Rui Madeira, Ilustrações Luiz d´Orey sobre o retrato de Cristóvão de Moraes em 1571, Foto do autor: Rui Maio Sousa, Grafismo: César Antunes. Não é novo o tema de D. Sebastião e do Sebastianismo; já vem de Fernando Pessoa, Fr. Bernardo da Cruz, Bandarra (o sapateiro de Trancoso), Natália Correia e Mário Cesariny entre outros além da Ópera «Le Pelétier» de Gaetano Donizetti estreada em 1834. Este livro de 74 páginas oscila «entre a verdade dos factos e a factualidade das aparências» e envolve todos os componentes do sonho quimérico do «Desejado» em Alcácer Quibir – glórias, prestígio, grandeza. A figura do «Impostor» reclama uma fuga sob disfarce de Fez a caminho da Terra Santa e o regresso a Tânger em 1564 mas o Tribunal condenou-o a morte e mais tarde um dos carrascos desvenda o rosto do enforcado que é afinal o rei D. Sebastião tal como se identifica no retrato de autoria de Cristóvão de Moraes em 1571. Participam na acção da tragédia várias figuras: Preboste, Impostor, Mestre d´El-Rei, Guardas Reais, Cigana. Arauto, Carrascos, Oficial de Justiça, Meirinho das Prisões, Frei Maurício e D. Catarina d´Áustria. Uma grande reflexão actual sobre Portugal e os Portugueses, entre presságios e promessas por cumprir. JCF   
          

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