Vidaul Ferreira
Contributo para o movimento
reorganizativo do Proletariado
Vidaul
(Froes) Ferreira (n.1948) veio ao Mundo no início da NAKBA na Palestina com o
assassinato do diplomata sueco enviado especial da ONU e o massacre de Der
Iassine pelos grupos terroristas Stern, Irgun e Lehi além da entrada em vigor
da Declaração Universal dos Direitos do Homem. O livro de 73 páginas (Editora
Libertação, design e paginação de João Aldeia) é um depoimento comovido que
começa com os primeiros passos do autor: «a minha meninice foi passada em
Angola; nasci em Vila Franca de Xira mas fui para lá com três anos e regressei com
quase treze em meados de 1961. Assisti a acontecimentos que me impressionaram
muito. Regressámos a Portugal por decisão de meus pais quando começou
abertamente a guerra colonial em Angola». O texto recorda a fundação do MRPP:
«A reunião teve lugar em Benfica no fim de semana de 18 de Setembro de 1970 em
casa de Maria José e Filipe Rosas; dormimos lá duas noites, a reunião decorreu
de sexta à tarde até domingo à noite. Foi ali decidido o nome definidor
Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado MRPP». Há uma nota final
sobre o tempo actual ao tempo da escrita do livro – 2018: «Entre socialismo e
capitalismo mais de noventa por cento da Humanidade escolhe o socialismo; o
socialismo é uma necessidade histórica». Além de Vidaul Ferreira (ele mesmo) e
de figuras da política e da cultura como Saldanha Sanches, Vítor Dias, Paula
Godinho ou Amadeu Lopes Sabino, as páginas do livro recordam alunos da Escola
Comercial e Industrial de Vila Franca de Xira como Álvaro Monteiro Rodrigues
Pato, José Carlos Pereira Lilaia, José do Carmo Francisco e Horácio José
Cecílio Rufino que, mesmo morto no Registo Civil, continua vivo no coração dos
rapazes da nossa turma. JCF





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