domingo, 20 de setembro de 2026

Simon Critchley - EM QUE PENSAMOS QUANDO PENSAMOS EM FUTEBOL

 

Simon Critchley - EM QUE PENSAMOS QUANDO PENSAMOS EM FUTEBOL

Depois de ter publicado na mesma editora «O livro dos filósofos mortos» Simon Critchley (n.1960) apesar de ser professor de filosofia abre o seu livro sobre Futebol com as palavras de um jogador (Johan Cruyff) que afirmou «jogar futebol é muito simples mas jogar futebol simples é a coisa mais difícil que existe». Mais tarde disse: «Nunca vi um saco de dinheiro marcar um golo». Declara o autor na página 31: «O futebol é a minha paixão de toda a vida, é uma da poucas coisas que se pode dizer que uniram esta vida e ligam às vidas de outros alguns que me estão próximos como o meu pai e o meu filho». O autor confessa não ser um neutro: «Toda a minha família veio do Liverpool e fui criado numa devoção fanática do Clube (Liverpool Football Club) e numa crença de que a minha equipa não era apenas muito boa mas que os seus fãs eram especiais e a sua cultuira única». Depois cita um artigo de 25-4-07 no qual Barney Ronay  afirma: «A maioria dos Clubes da Premiership tem as suas raízes numa igreja ou num pub local». Este livro está povoado por jogadores especiais – Zinedine Zidane, Roberto Baggio, Paolo Maldini, Thierry Henry, Andrea Pirlo, Andrés Inierts e não só. A palavra Futebol em si tem uma dupla inscrição tanto soccer usada nos EUA como football association usada no resto do Mundo apela para socius, termo latino que tem a ver com «livre associação de seres humanos». O autor manifesta-se agradecido a vários escritores que bem escreveram sobre Futebol: Eduardo Galeano, David Goldblatt, Paul Simpson, Uli Hesse, Simon Kuper, Jonathan Wilson, Barry Glendinning ou Barney Ronay já antes citado e que explica melhor a sua ideia: «Isto é um resposta à ideia tatcheriana de que não existe algo que se possa chamar sociedade». A páginas tantas aparecem saudades dos grandes treinadores do Liverpool: Billy Shankly, Joe Fagan, Roy Evans, Kenny Dalglish, Gerard Houlier, Rafa Benitez ou Bob Paisley. Conclusão possível:« O futebol não é apenas sobre vencer. Normalmente é sobre perder. Tem de ser». Edições 70, tradução Jorge Pereirinha Pires, capa Susana Villar, revisão Joaquim E. Oliveira. JCF


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